Enquete confirma que 57% dos votantes concordam com câmeras nas escolas

Este blog realizou uma enquete, sobre o uso ou não de câmeras nas escolas brasileiras. 57% das pessoas que votaram concordaram com câmaras nas escolas, visto acharem ser eficientes em situações extremas, em que são necessárias respostas rápidas para reprimir o tráfico de drogas, por exemplo. Ainda assim, a medida tem que ser acompanhada de ações educativas para que os alunos aprendam a refletir sobre os problemas flagrados nos vídeos e pensar em soluções para eles. Diversos professores apoiam a instalação de câmeras desde que haja diálogo com os alunos. A turma precisa saber o porquê da instalação de câmeras e discutir o seu uso com a escola. Com isso, os alunos passam a questionar e compreender as decisões, não se tornando apenas sujeitos passivos diante das regras escolares. Não existe nenhuma lei que proíba a instalação de câmeras em salas de aula. Diversos colégios afirmam que as câmeras são aliadas para garantir a disciplina e podem até funcionar como uma ferramenta de aprimoramento profissional, possibilitando que os professores revejam suas aulas.
Já 43% dos votantes da enquete, não concordam com câmeras nas escolas, pois podem reduzir o mau comportamento por algum tempo, mas não são suficientes para conscientizar os alunos. Se não rolarem diálogo e reflexão dentro da escola, é bem provável que os adolescentes mantenham o mau comportamento fora dela ou em áreas não monitoradas, como os banheiros. Os problemas de comportamento são uma boa oportunidade para aprender a viver em sociedade. Por isso, medidas de regulação, como a instalação de câmeras de segurança, podem levar à resolução de impasses na base do tira-teima, deixando de lado métodos mais construtivos para a mediação de conflitos. Ter câmeras na escola é caro. O serviço terceirizado custa, em média R$ 170 mil por mês - ou seja, mais de R$ 2 milhões ao ano. Outras ações, como ter um porteiro nos horários de entrada e saída dos alunos, discutir a violência nas reuniões de pais e promover palestras  preventivas com as famílias, também podem ser eficazes no combate à violência escolar.
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