O desemprego que afeta a juventude

Quando o tráfico de drogas se fortalece, a prostituição se torna algo natural, menores enveredam pelo mundo do crime e as famílias se partem ao meio devido a desagregação, significa dizer que estamos enfrentando graves problemas.
Que temos uma sociedade doente ninguém duvida. Os exemplos estão sendo mostrados todos os dias. Péssimos exemplos que sempre partem da classe tida como dominante.
A grande pergunta é o que fazer para que esse quadro pintado em preto em branco seja mudado e a sociedade comece a ser tratada de forma patológica.
O desemprego da grande massa de jovens colabora para que o chamado “futuro do Brasil” enverede por outros caminhos. Quase sempre o caminho da ilegalidade, da busca pelo dinheiro fácil.
O mercado do crime está a postos para acolher de braços abertos essa legião de desempregados. E não se aborda aqui apenas a questão do jovem que apenas concluiu o ensino médio. O jovem que passou por uma faculdade enfrenta os mesmos problemas.
Com a falta de mercado e sem vislumbrar nenhum horizonte nossos jovens, mesmo diplomados, tem optado por trabalhar em áreas completamente distintas da formação acadêmica que tiveram. Isso quando não são subutilizados em tarefas de terceira categoria, para garantir o minguado salário todo final de mês.
O Acre hoje dispõe de acreanos formados por nossas faculdades em engenharia, direito, letras, pedagogia, matemática e agronomia em plena rua da amargura.
Quando conseguem trabalhar se tornam os famosos terceirizados e sem nenhuma estabilidade.
Já está longe o tempo em que precisávamos importar a chamada mão de obra especializada de outras regiões. Essa mão de obra hoje é formada e produzida aqui, mesmo assim, pelo que se verifica esses profissionais estão sendo deixado de lado. O santo de casa nunca faz milagre. O santo importado por mais ruim que seja sempre recebe um tratamento privilegiado.

Resta saber até quando.
Edvaldo Souza
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