“Caminhos de liberdade – A luta pela defesa da selva”


Com narrativa envolvente, o escritor espanhol Javier Moro, autor dos sucessos Paixão Índia e O Sári Vermelho, conta a trajetória de Chico Mendes, um homem que ousou lutar por direitos e justiça, em uma terra onde a única luta era pela sobrevivência e a única lei era a da violência. A nova edição de Caminhos de Liberdade – A luta pela defesa da selva (Editora Planeta, 464 pág, R$ 49,90) – a primeira foi em 1993 – reconstrói, com a mesma paixão com que o seringueiro e líder sindical defendeu a Amazônia, os desafios e o drama da ocupação da mata, onde a impunidade impera.
“Chico conhecia os detalhes da trama para matá-lo e a identidade dos jagunços, e várias vezes denunciou publicamente o complô. Mas ninguém fez nada para impedir. As autoridades se mantiveram em absoluta passividade”, revela o autor, que passou cerca de três anos pesquisando na região amazônica.
O lançamento da Editora Planeta acontece em um momento em que desenvolvimento sustentável e proteção da Amazônia pautam cada vez mais as grandes discussões da agenda ambiental mundial. Ora lida como romance policial, ora como relato histórico, o livro mostra que calar a voz do seringueiro não foi o suficiente para por um fim à sua luta. “No mundo todo, a situação do meio ambiente começava a ser percebida como o grande desafio do século XXI.”
Para essa edição, o autor escreveu um texto complementar, no qual aponta Marina Silva como a grande herdeira política de Chico Mendes. Para Moro, os 19,6 milhões de votos obtidos nas eleições presidenciais de 2010 pela filha da selva representam uma aposta no futuro e revelam que os ideais de Chico Mendes ainda continuam bem vivos dentro e fora da floresta.
“De alguma maneira, a vitória de Marina dá sentido ao sacrifício de Chico Mendes. Ambos são feitos da mesma matéria, de uma honradez e uma integridade que são a marca dos que conheceram a pobreza e não a esqueceram”.

O AUTOR - Conhecido por sua narrativa empolgante e grande sensibilidade, Javier Moro, que nasceu na Espanha em 1955, é um incansável pesquisador. Produtor e roteirista de filmes e documentários, ele trabalhou com Larry Collins e Dominique Lapierre. No Brasil, é conhecido por livros que relatam epopeias, como Paixão Índia, O Sári Vermelho e Montanhas de Buda, sucessos de crítica e de público dos últimos anos no País e no exterior. Os três títulos foram publicados pela Editora Planeta no Brasil e traduzidos para mais de dez idiomas.
“Se um enviado do céu descesse e me garantisse que minha morte servirá para reforçar nossa luta, então valeria a pena.”



Fábio Bahr / Ivani Cardoso

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