A violência e minha situação de trabalho

Alunos do PROJOVEM URBANO do Quinari, o tema integrador dessa quinzena é A VIOLÊNCIA E MINHA SITUAÇÃO DE TRABALHO. Vocês deverão ler o texto abaixo e mais esses seguintes textos:

1 - Ciências Humanas - Página 52 - Ao perdedor, as latinhas;

2 - Língua Portuguesa - Página 85 - O trabalho com humor - Atitude suspeita;

3 - Língua Portuguesa - Página 97 - O trabalhador digno;

4 - Outros que vocês tiverem acesso.

Após lerem esses textos indicados, deverão assistir aos dois vídeos abaixo para então clicar em comentários abaixo dos vídeos e então produzirem suas sínteses.
O prazo final para a produção da síntese é até o dia 21 de janeiro.

O trabalho e o sentido da vida

É certo que o trabalho permite o sustento e a sobrevivência. Hoje fonte principal da riqueza, é ele que nos garante o pão e o supérfluo. Como, para nós, a fonte do trabalho é o emprego, sem emprego não há trabalho, e sem trabalho...
Mas, visto de um ângulo existencial e geral, o trabalho é, sobretudo, fonte de sentido para a vida humana. O trabalho faz parte da nossa condição de existência neste mundo. É o nome genérico que damos para as infindáveis atividades por meio das quais cuidamos da vida.
O trabalho organiza a nossa vida diária. Define o tempo e a história humana. E não importa se ele é pago ou voluntário, material ou espiritual, por conta própria ou para outros. Existimos em trabalho e por meio do trabalho. Do preparo do campo à construção de casas na cidade. Da produção das artes às estruturas políticas, à vida religiosa, às relações familiares, à educação, à saúde, à cultura...
O trabalho nos revela para os outros e para nós  mesmos. Por meio dele construímos nossa identidade. A partir dele descobrimos habilidades, poderes, limites, competências, alegrias, tristezas... Criamos vínculos com as pessoas, com os ambientes, com a cidade e a nação. Por meio deles nos comprometemos com causas e uns com os outros. Desenvolvemos interesses, afinidades, finalidades e metas para nossa vida. E também afinamos sonhos, medos, desejos...
Perder o trabalho é como perder a morada. É perder a razão que justifica nossa existência. É sair de cena, é ser excluído, é deixar de participar, com os outros do "aprontamento" do mundo. perder o trabalho é como morrer, é ser violentado como cidadão...

Fonte: Dulce - Folha de São Paulo 2006



A vulnerabilidade social e o fomento da violência juvenil



O acesso negado dos jovens latino-americanos a processos básicos como os analisados restringe a capacidade de formação, uso e reprodução dos recursos materiais e simbólicos; torna-se fonte de vulnerabilidade, contribuindo para a precária integração desses jovens às estruturas de oportunidades, quer provenientes do Estado, do mercado ou da sociedade. Ademais, diversas modalidades de separação do espaço e das oportunidades sociais, que incluem a segregação residencial, a separação dos espaços públicos de sociabilidade e a segmentação dos serviços básicos – em especial, da educação – concorrem para ampliar a situação de desigualdades sociais e a segregação de muitos jovens latino-americanos.
A partir da associação da vulnerabilidade com a desigualdade social e a segregação juvenil, tem-se conseguido esclarecer cenários das complexas nuances da relação juventude e violência. Essa relação é percebida como o produto de dinâmicas sociais, pautadas por desigualdades de oportunidades, segregações, uma inserção deficitária na educação e no mercado de trabalho, de ausência de oportunidades de lazer, formação ética e cultural em valores de solidariedade e de cultura de paz e de distanciamento dos modelos que vinculam esforços a êxitos.


A combinação desses fatores tem sido responsável por situar os jovens à margem da participação democrática que colabore na construção de identidades sensíveis à diversidade cultural e à solidariedade por compromissos de cidadania, assim como no fortalecimento de auto-estima e de um sentimento de pertencimento comunitário. Em decorrência, muitos ficam relegados às influências que nascem de sua interação cotidiana nas ruas, com outros que partilham das mesmas carências quando não são atraídos pelo mundo do crime e das drogas, inclusive por seus símbolos e práticas autoritárias de imposição de poder, ou de protagonismo negativo.


A violência juvenil, nesse contexto, tem emergido sob diversas lógicas. Por um lado, tem representado uma forma de os jovens quebrarem com sua invisibilidade e mostrarem-se capazes de influir nos processos sociais e políticos da América Latina. Diante de uma sociedade que manipula canais de mobilidade social e segrega socialmente setores da população, e que, além de


não reconhecer, estigmatiza os principais canais de participação juvenil – tais como grupos de rappers – a violência vem servindo, em alguns casos, para colocá-los nos meios de comunicação e chamar a atenção para sua difícil vida.


Fonte: Juventude, Violência e Vulnerabilidade Social na América Latina: Desafios para Políticas Públicas







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