Igarapé Judia está “ameaçado de morte”


Poluição, assoreamento, ocupação Humana e perca de matas ciliares, pode levar o Judia a ser mais um esgoto a céu aberto


Uma das nascentes do Judia dentro da Cidade de Senador Guiomard

Fonte de água doce para cerca de 50% da cidade de Rio Branco, utilizado por moradores próximos de suas margens para regar plantações, o Igarapé Judia, que tem suas nascentes na área urbana de Senador Guiomard, cidade que fica a 24 km da Capital acreana, vem sofrendo ao longo dos anos com a poluição. E corre sério risco de “morrer” em poucos anos se nenhuma medida de urgência for tomada.

A poluição, o descuido com a bacia hidrográfica do Judia, perca de matas ciliares- mata em torno dos rios e igarapés-, assoreamento, resíduos sólidos, lixo doméstico, esgoto e habitação humana, é assim que se encontra o igarapé Judia, correndo o risco de ser só mais um córrego e esgoto a céu aberto.

Poluição, assoreamento, ocupação Humana e perca de matas ciliares, pode levar o Judia a ser mais um esgoto a céu aberto

Uma das nascentes do Judia dentro da Cidade de Senador Guiomard

Fonte de água doce para cerca de 50% da cidade de Rio Branco, utilizado por moradores próximos de suas margens para regar plantações, o Igarapé Judia, que tem suas nascentes na área urbana de Senador Guiomard, cidade que fica a 24 km da Capital acreana, vem sofrendo ao longo dos anos com a poluição. E corre sério risco de “morrer” em poucos anos se nenhuma medida de urgência for tomada.
A poluição, o descuido com a bacia hidrográfica do Judia, perca de matas ciliares- mata em torno dos rios e igarapés-, assoreamento, resíduos sólidos, lixo doméstico, esgoto e habitação humana, é assim que se encontra o igarapé Judia, correndo o risco de ser só mais um córrego e esgoto a céu aberto.
Fato que não comove os moradores nem autoridades competentes, posto que em 2007 foi criada uma comissão, formada por representantes governamentais, na esfera estadual e municipal, Secretaria de meio ambiente- SEMA, Instituto de meio ambiente – IMAC, Prefeitura de Senador Guiomard, SEAPROF, bem como representantes da sociedade civil, no intuito de salvar o Igarapé. No entanto, ao final de 2010, o que há é apenas um trabalho, iniciado há alguns dias para levantamento de dados e três homens contratados pela prefeitura de Senador Guiomard, trabalhando com o plantio de árvores em uma das nascentes, no antigo clube águas do Quinari.

Revitalização

O que hoje era para ser um trabalho de revitalização de todo o manancial está apenas com um trabalho de levantamento de dados, diagnóstico, para então ser sistematizado, e deste modo, poder procurar parcerias e executar o projeto.
Para o coordenador de Meio ambiente de Senador Guiomard, o Engenheiro Agrônomo Henrique Cardoso, essa é uma situação extremamente delicada. “O maior problema que eu vejo são aquelas redes que o DERACRE cria pra escoar a água da Chuva e o pessoal faz ligação clandestina do esgoto. Então as pessoas ao invés de fazer fossa na casa deles, elas quebram a tubulação do DERACRE. Então era pra ser só a água da chuva e vem cheio de dejetos, o maior problema hoje é esse.
Então tem que fazer um trabalho de educação da população com palestras colocar placas, não jogar garrafas pet. Já houve um progresso no reflorestamento, porque antes não tinha nada, mas hoje nós contratamos três funcionários, que estão trabalhando. Eu acho que tudo a campanha o reflorestamento, o esgoto as palestras, tem que ser revisto. 80% dele é de mata Ciliares, então tem que reflorestar.
Agente quer fazer alguma coisa pra manter o judia limpo.


Bacia hidrográfica

A bacia Hidrográfica do Igarapé judia possui uma área de 10.234,62 hectares, sendo que, 98% da floresta de mata nativa já foram retiradas. O mais grave de tudo isso é que as áreas de APP (Área de Preservação Permanente), protegida por lei a mais de 40 anos, já não existem mais.As áreas de preservação permanente são complexas formações florestais ocorrentes ao longo de cursos d’água e no entorno de nascentes. Apresentam importante papel ecológico, relacionado à manutenção da qualidade de recursos hídricos, atuando no controle da temperatura da água, e contribuindo com a manutenção da fauna aquática. Além disso, fornecem abrigo, água e alimento para a fauna silvestre, bem como favorece o fluxo gênico através da formação de corredores ecológicos.
Plano de recursos hídricos 

 
De acordo com a Chefe da divisão de Gestão de Bacias Hidrográficas – SEMA Marli Ferreira, essa bacia está num estado crítico, posto que há uma redução das áreas permanente, a baixa disponibilidade de recurso das prefeituras estarem trabalhando de forma mais efetiva na questão dos resíduos sólidos, porque o tratamento feito nas bacias não é só água pela água. E a partir do momento que você melhora essa água as prefeituras elas vão ter um retorno imediato, principalmente, Em relação à saúde, porque a melhoria da qualidade da água se reveste na melhoria da qualidade de vida da população devido à redução das doenças de veiculação hídrica.
“Temos uma ação em parceria com a prefeitura de Senador Guiomard, que é de recuperação, uma amostra porque essa bacia tem um índice auto de desmatamento, temos um piloto que é na nascente do judia, no águas do Quinari , mas isso é apenas uma amostra, o que agente tem que fazer é muito mais que isso. O que estamos fazendo é só uma experiência. Então quando da elaboração desse programa de recursos hídricos, com esse diagnostico nós vamos ter uma real situação de necessidade de recuperação.” Afirma Marli.
O fato é que esse projeto ainda é uma amostragem bem pequena em relação ao que tem que ser feito. A Prefeitura faz o monitoramento da área, faz o estudo para então junto com o governo tomarem as devidas providências.
No ano de 2007 quando foi criada a comissão pró-Judia, especialistas advertiram que se nada fosse feito em 5 anos o igarapé poderia estar morto. Previsão que pode concretizar-se, posto que, essa bacia precisa toda coleta e tratamento do esgoto e principalmente ter uma frente relacionada com a questão da educação ambiental. Por conseguinte, o trabalho realizado atualmente é de conhecer e depois vir a executar o projeto de revitalização da bacia Hidrográfica do Igarapé Judia.

Alcinete Gadelha é Acadêmica do Curso de Jornalismo do IESACRE

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