Escola Santo Izidoro de Senador Guiomard estar entre as oito escolas acreanas beneficiadas com o Programa Um Computador por Aluno

Não há dúvida de que as pessoas vivem hoje na Era Digital. Por isso, o grande desafio das escolas é formar jovens que dominem o mundo da web.
Atento a isso, o Ministério da Educação (MEC), através do Centro de Educação à Distância (CED), criou Programa Um Computador por Aluno (Pro-UCA).
Como indicativo o nome, a iniciativa consiste em oferecer 1 microcomputador portátil com internet grátis para cada aluno na rede pública, a fim de incorporar a inclusão digital às metodologias de todo o Ensino Público do país.
Na última terça-feira (27), a regulamentação do projeto foi publicada no Diário Oficial da União, por decreto assinado pelo presidente Lula. Assim, o MEC disporá de 150 mil laptops (adquiridos com ajuda de uma linha de crédito especial de R$ 600 milhões do BNDES) para 300 escolas de todo o país, escolhidas por terem menos de 500 alunos.
No Acre, oito escolas serão beneficiadas no ProUCA e já estão em fase de experimentos para os PCs e adequações nas redes elétricas, além de fazer capacitação dos professores para ajudar estudantes no manuseio dos aparelhos.
Destas, duas escolas são da Capital e seis são do interior, sendo cinco estaduais e três municipais. Na rede estadual, as cinco instituições receberão 1.999 laptops (1.904 aos alunos/docentes e 95 de reserva técnica). Na rede municipal, estima-se que seja algo em torno de 1.000 PCs.
Elas são: Esc. Rural Santiago Dantas (Rio Branco); Esc. Padre Peregrino (Rio Branco); Esc. Getúlio Vargas (Brasiléia); Esc. Barão do Rio Branco (Cruzeiro do Sul); Esc. Marcílio Pontes dos Santos (Acrelândia); Esc. Santo Izidoro (Senador Guiomard); Esc. Euclides Feitosa Cavalcante (Sena Madureira); e Esc. Rural Adelmar de Oliveira (Tarauacá).
De acordo com Rosa Braga, diretora do NTE/AC (Núcleo de Tecnologia Educacio-nal - executor local do Pro-UCA), os laptops devem estar operantes nas salas de aula a partir da segunda quinzena de setembro (porém, o calendário do MEC está sujeito a atrasos). Para ela, o projeto é altamente vantajoso para toda a rede educacional, haja vista que se cada estudante puder ter acesso individual à internet ele terá autonomia no aprendizado, universalidade, raciocínio lógico-funcional e agilidade na obtenção de conteúdos.
“Além do que, estimulará os docentes, pois se o aluno tiver ao seu alcance todo tipo de informação ali, na hora, o professor será desafiado a competir com esse meio; a usar de novas técnicas para fazer com que o estudante use bem tal poder”, comenta Rosa Braga.
Quem reforça os benefícios é Naderge Nascimento, coordenadora estadual do ProUCA. Segundo ela, os laptops serão importantes ferramentas de inclusão digital dentro das escolas e de iniciação das crianças e jovens ao mundo virtual. Ainda mais pelo fato de que a meta maior do MEC é fazer com que o ProUCA alcance todas as escolas do Brasil, incluindo as 1.728 que existem no Acre (proposta futura).
Vale ressaltar que o projeto Um Computador por Aluno já atingiu, com características diferenciadas (mas conceito central mantido), a maioria dos paí-ses das Américas.

Outras iniciativas do NTE do Acre

Muitos podem não conhecer, mas o Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) já atua há mais de 1 década no incentivo ao uso de tecnologias nas escolas do Estado.
Implantado em 1997, o NTE/AC partiu da tentativa de mudar, aos poucos, metodologias de Ensino nas salas de aula. Numa época em que a internet tinha mais potencial do que resultados e com baixo investimento dos governos Federal e local, o núcleo sobreviveu com pouca estrutura até 2004, quando teve de mudar de sede física e foi restringido em suas ações.
A diretora Rosa Braga conta que assim o NTE ficou durante 4 anos, até que o progresso da Era Digital deixou claro a importância de se ter inovações nas escolas acreanas. Daí, em 2008 a Secretaria Estadual de Educação (SEE) resgatou o trabalho, instalando dois núcleos em Rio Branco (atende 15 municípios) e Cruzeiro do Sul (atua em 7), fora NTE exclusivo que a Capital possui de caráter municipal. Daí, o centro se fortaleceu e passou a dar cursos (à distância e presencial), oficinas, assessorias, manutenção, pesquisas, etc.
Segundo Rosa Braga, já foram mais de 1.600 capacitações de professores acreanos nos cursos (um de 40h e outro de 100h) de Informática Educacional de ferramentas dos PCs e da Web para aprendizado de estudantes (todos certificados).
Somente no NTE/AC são 20 multiplicadores pedagógicos/digitais dos cursos, mais 24 formadores bolsistas (os já capacitados que levam o saber para educadores de outras áreas do Estado).
“Nossa função é fazer com que o professor estimule seu aluno a se utilizar de tudo o que a internet pode lhe oferecer, da melhor forma possível.
Hoje,o jovem está cada vez mais ligado em tecnologias que lhe dá acesso ao mundo inteiro, mas quando ele entra na sala de aula perde este ritmo global, o que é ruim porque torna a escola chata. Queremos que este descompasso entre classe e o mundo externo diminua”, conclui a diretora Rosa.
Um longo caminho para chegar às escolas

Até a regulamentação, o ProUCA teve de percorrer um longo e sinuoso caminho. Criado no final de 2007, numa parceria entre o MEC/CED e a Unesco (entidade educacional da ONU), o programa passou, de cara, por vários entraves.
Desde a aceitação escolar até as exigências do Inmetro, licitação ao fabricante do laptop questionada na Justiça, dúvidas na escolha do melhor modelo e inviabilidade técnica e teórica, foram anos para superar todos os obstáculos. Porém, com muita insistência, o MEC não desistiu da idéia!
Conforme a coordenadora Naderge Nascimento, o ProUCA passou por muitos avanços técnicos para adquirir praticidade e aprovação do Governo Federal.
Desde 2007, ele foi incorporado a algumas escolas na sua 1ª fase piloto, apenas usado para ganhar afinidade com estudantes (todas as séries do Ensino Fundamental e Médio).
A partir deste ano, o programa entrou na 2ª fase piloto (atual), para selecionar as 300 escolas contempladas, regrar a produção dos PCs e começar a ser manuseado pelo seu público-alvo.
“A partir de agora, as escolas devem terminar de fazer as suas devidas adaptações de antenas para a concessão gratuita da internet. Com isso finalizado - o que deve ocorrer em setembro - já devemos estar prontos pra receber os computadores”, prevê Naderge Nascimento.
O computador portátil do ProUCA

O computador adotado no projeto é simples e prático. Ele é pequeno, pesa em torno de 1,5 Kg, bem frágil (não pode sofrer muitas quedas), custa cerca de R$ 600, tem bateria de 3 horas, memória de 512 megabytes e tela de cristal líquido de 7 polegadas.
O formato é parecido - quase idêntico - ao de um laptop comum. Quando forem distribuídos, eles devem ficar sob a responsabilidade e os cuidados das escolas, no caráter de patrimônio público (como já é feito com os livros, apostilas e outros materiais, ou seja, é mais um bem de seção do MEC/CED).
Eles poderão ser usados nas salas de aula e outras dependências da escola (tais como pátios, salões, quadras, refeitórios, bibliotecas, entre outros, dependendo do que estipular como regras o colégio em questão).
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