Blog Somos da Selva

 Artigo publicado no Blog Somos da Selva do Simei Almeida, faz  questionamento sobre o verdadeiro significado das festas juninas.
Quero aqui deixar minha opinião particular de que concordo plenamente com o artigo, pois o que vemos hoje nas escolas, quadras ou locais onde acontecem as danças, é mais uma arena de circo do que verdadeiramente  um cenário caipira onde se deve cultivar essa cultura. O que falta? Somente o picadeiro.
A manchete do Artigo diz:
Dança Caipira: Caipiras ou Palhaços?


Nestes tempos que se realizam no Brasil dança de quadrilha, me leva a pensar o quando tratam a figura do verdadeiro Caipira de ridículos. Aqui no Acre não diferente, os dançarinos dos grupos de quadrilha se vestem parecendo mais como fantasia de carnaval ou como a figura principal de circo. A garotada que dançam a quadrilha não sabem ou não foram instruídos a saberem quem são os verdadeiros Caipiras, talvez nem se importem em saber da história e como nasceram os personagens da festa junina. Não querem saber, só querem é ficar no centro de uma quadra saltitando, com alguma sincronia ou não, fazendo-se aparecer mais seus gestos que mostrar a verdadeira tradição.

O verdadeiro Caipira não iam a festas de São João, Santo Antonio e São Pedro como querem mostrar, os verdadeiros Caipiras eram pessoas humildes, mas não eram ridículos. Dançavam nas festas devidamente bem trajadas. Com simplicidade, mas nunca com roupas cheias de adereços coloridos como querem fazer crer que era. Mulheres com vestidos de Chita (tecido barato), fita no cabelo e rosto maquilado como os costumes da época. Homens vestiam calças de Tergal e Linho das pernas curtas tipo “Pega-Franco”, camisas listradas ou xadrez e botinas, usavam chapéu de palha ou cabelos penteados a base de Brilhantina. Eram vestuários do dia a dia, nunca usavam calças com remendos com cores aberrantes. Os dançarinos do “arraspé” não ficavam nos terreiros pulando mais parecendo gestos dos símios.
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