Brasileense pode trazer ouro de olimpíada de matemática para o Acre

Conheça o acriano que pode nos trazer a medalha de Ouro das Olimpíadas de Matemática

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Nesta terça-feira, 8, milhares de brasileirinhos das escolas públicas país afora disputarão a primeira etapa da sexta Olimpíadas Brasileira de Matemática das Escolas Públicas – OBMEP. Westerbly Snaydley Pessôa Cardoso, 13 anos, da Escola Kairala José Kairala de Brasileia é a esperança de levar o Acre ao topo do pódio em 2010. Em 2009, Westerbly foi o único medalha de prata acriano. Como prêmio, pode conhecer o Rio de Janeiro e receber a medalha na presença do Presidente da República, Lula da Silva.
- “De qual cidade você é? pergunta Lula.
- “Brasileia”, diz o garoto.
  -“Conheço muito Brasileia”, fala o presidente.
O jovem talento talvez não tenha compreendido a profundidade da frase presidencial. Todavia, nenhum outro presidente teve tanta intimidade com o Acre. Por aqui, Lula iniciou parte da sua trajetória de luta pela democratização brasileira ao lado dos seringueiros acrianos. Em Brasileia, Luiz Inácio foi processado por realizar ato político no enterro de Wilson Pinheiro. As olimpíadas de matemática criada no governo petista é um verdadeiro incentivo ao mérito e a iniciação científica, pois acertadamente, a disputa ocorre na base da educação e valoriza os melhores alunos. Algo que pode sinalizar com um futuro promissor para uma nação tão carente de bons resultados em educação.
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O desejo de Snaydley é trilhar o caminho da engenharia computacional. Os jogos lhe proporcionaram aulas de dedicação exclusiva à matemática, o professor é pago pelo Governo Federal. O menino vive com a irmã e a mãe Raquel Pessôa que trabalha em um sindicato de Epitaciolândia. Westerbly tem talento e potencial necessários para escolher qualquer profissão no moderno capitalismo brasileiro. Mas tal talento pode - como é corriqueiro no Brasil – não ser aproveitado. No Acre, não se tem notícia da existência de programas de estudos para alunos expecionais.
Estados com o Amazonas premiou com notebook seus medalhista. Mas por aqui, o menino de Brasileia está sem computador depois que o seu, comprado pela família, parou de funcionar – nunca recebeu prêmios do Governo do Acre ou da prefeitura de Brasileia. O menino mora uma casa repleta de livros, adora videogame e é vibrado em Internet. Com a ajuda de amigos virtuais de mesma idade, boa parte do sul do Brasil, que conheceu nas redes sociais, mantém um blog e um site. “Como estou sem computador não estou podendo atualizar o blog e nem dar continuidade ao projeto do site”, diz o estudante. As ferramentas da Internet são embriões da futura profissão do menino de Brasileia.
Que Westerbly nos traga o ouro, que o Brasil incentive mais a meritocracia e que o Governo do Acre inaugure investimentos diários nos muitos Westerbly espalhados Acre afora.
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