QUINA QUINA QUINARI

Acordou-me as quatro da manhã através de um sonho.

Sonho esse que não me poupou após

caleidoscopiar por mais de 11 horas.

Não! Resisti ao cansaço e

peguei meu humilde instrumento tecnológico.

Comecei a teclar esses singelos versos sonolentos,

Pois mereces atenção e carinho,

não só desse sobrevivente,

Mas dos seus mais de 18 mil habitantes.

Em ti vi cinema, sorri com grandes circos, dancei em grandes bailes.

Hoje és palco de justiça, injustiça, corrupção, intrigas

E de uma estagnação econômica lastimável.

Ao te ver criança, também era criança.

Ao te ver crescendo, também estava crescendo.

Tu me fizestes homem, que hoje busca cuidar de ti.

Impossível te curar? Talvez sim, mas te receitar para que

Continues sobrevivendo, não és tão difícil.

A receita? Cuidar de tua juventude que estás a mercê

Da inescrupulosa falta de atenção por quem de fato e de direito

Podia curar-te dessa enfermidade.

Desistir? nunca!

Dizer que tu és jovem, já sabemos.

Dizer que és bonita, vemos.

Dizer que és acolhedora, todos comprovamos.

Dizer que falta muito, está escrito.

O que fazer com seus 34 anos?

Cuidar, respeitar, amar e acima de tudo,

Saber que aqui é meu lugar, lugar bom de se viver.

Do tacacá, da galinha caipira, do açaí

Eita! Esquecer de nosso amendoim seria

Dizer que não és encantadora aos olhos do pai.

Senador Guiomard, és o nome oficial de minha cidade.

Mas, da Quina Quina tu te transformates na minha eterna

Q U I N A R I


Eudiran Carneiro
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