Marina busca estratégia para eleitorado jovem e das classes C e D

Para ganhar os jovens entre 16 e 25 anos, impossibilitados pela pouca idade de comparar os governos de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, a campanha da senadora Marina Silva vai investir em redes sociais. Para as classes C e D, traçar paralelos com a história de vida do atual presidente, evitando críticas pessoais e focando nos pecados éticos do PT. Esses serão dois dos pilares da campanha da senadora Marina Silva (PV-AC) para alavancar sua candidatura à Presidência da República.

Marina reuniu-se ontem, no diretório estadual do PV em São Paulo, com seu grupo de campanha, para discutir estratégias para as próximas eleições, baseadas em pesquisas encomendadas pelo partido à equipe de Orjan Olsen.

Na reunião, que se iniciou por volta das 14h e seguiu por toda a tarde, Marina teve acesso a uma série de dados. Sua aceitação no eixo Rio-São Paulo varia entre 12% e 14%, acima dos percentuais apontados em pesquisas de âmbito nacional. O desconhecimento do público geral ainda pesa: 51% dos entrevistados não conhecem Marina, corroborando os dados apresentados pelo Ibope, onde 31% declararam nunca ter ouvido falar dela, além de 41% que disseram apenas ” de ouvir falar”.

A questão religiosa ficará de fora dos trabalhos, a pedido da própria Marina. O partido estuda formas de torná-la mais conhecida dos evangélicos sem rotulá-la. No Rio de Janeiro, onde Marina alcança até 14% das intenções de voto, o percentual de evangélicos que pretendem votar nela é baixo.

A reunião também serviu para traçar um panorama das candidaturas da sigla nas eleições estaduais. Marina terá palanques, pelo menos, no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná e São Paulo. Na Bahia, o partido espera lançar o deputado federal Luis Bassuma. A articulação no Estado é das mais delicadas. Juca Ferreira, ministro da Cultura e baiano como Bassuma, considera a candidatura de Marina precipitada e defende que o partido apoie a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), na disputa.

Estavam presentes, além de Olsen e Marina, o empresário Guilherme Leal, copresidente da Natura; o vereador Alfredo Sirkis (RJ), nomeado coordenador-geral da pré-campanha; o tesoureiro do PV, Reinaldo Nunes, responsável pelas finanças da campanha; o jornalista Caio Túlio Costa, que vai montar a estrutura de internet e redes sociais; e o secretário de Relações Internacionais do PV, Marco Mroz.

Fonte: Mídias Sociais

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