“Uma defesa negada por uma Justiça cega”, diz o professor Rilton

Não podia deixar de republicar essa matéria abaixo, produzida pelo Portal Quinari, após carta enviada pelo meu amigo Professor Rilton que se encontra cumprindo pena no presídio Francisco de Oliveira Conde em Rio Branco sob a acusação de ter estuprado uma aluna da Escola Brigadeiro no ano de 2009.

Para esse nobre blogueiro, que sempre acreditou que o Professor nunca teria cometido tamanho absurdo desse, fica mais claro ainda que o mesmo não cometeu tal ato julgado e condenado pela justiça que segundo o mesmo, é "cega".

Eis abaixo a matéria publicada no Portal Quinari:

Caso Rilton

Professor acusado de ter estuprado aluna da Escola Brigadeiro fala com o Portal Quinari, Jornal Quinari e Rádio Eco Acre FM através de uma carta enviada direto do Presídio Francisco de Oliveira Conde.
Em um dos momentos no qual o Acre ainda debate as questões relacionadas ao abuso sexual de crianças e adolescentes e chegou a presenciar no Plenário da ALEAC os frustrados depoimentos da Advogada Jona D´ark acusando o Poeta Mauro Modesto de Pedofilia e depois sendo desmascarada publicamente o Portal Quinari juntamente com o Jornal Quinari e a Rádio Eco Acre FM traz o a defesa do matemático Rilton Araújo Silva de 30 anos, filho da dona Terezinha Araújo da Silva e de seu Raimundo Soares da Silva, casado, pai de dois filhos, que foi acusado no ano de 2009 de ter estuprado uma aluna menor de idade fora das dependências da escola Brigadeiro Eduardo Gomes.
Na época ele foi direto para o Presídio Francisco de Oliveira Conde acusado de ter mantido relação sexual com a aluna, segundo o mesmo em sua carta sem ter o seu direito de ampla defesa levado em conta.
No decorrer dos tramites jurídicos que ainda ocorrem em segredo de justiça Rilton não pode falar a imprensa mais em uma carta de 19 páginas de caderno em tamanho pequeno ele desabafa e leva os cidadãos a fazerem uma reflexão sobre quaisquer acusações que venha ser feita a qualquer individuo.
Conduta e princípios
Nas folhas de número 1 e 2 da carta o Professor aborda seus princípios éticos, relata sua criação e até mesmo sua crença religiosa alegando que jamais cometeria o que estão lhe acusando.
“Porém posso lhe garantir que se você conhecer vai ter toda certeza que essa acusação é uma verdadeira barbaridade, que jamais cometi, nem cometerei em minha vida um ato tão terrível como esse”, defende – se o Professor Rilton.
Justiça ouviu dizer e não apurou os fatos
Ele comenta sobre o ditado popular que afirma que a justiça é cega, onde afirma que tal dito pode ser confirmar na situação do mesmo já que segundo Rilton a justiça lhe julgou pelo que ouviu e não pelos fatos concretos.
“... Não procurou investigar os fatos para determinar uma sentença. Pois em seus depoimentos à mãe da vitima só apresentou – se muito nervosa, tremendo-se toda como se estivesse com medo que toda farsa armada fosse descoberta perante minha pessoa”, comenta Rilton.
“... A vitima não falava, apenas chorava e balança a cabeça, demonstrando insegurança em suas respostas”, questiona o Professor.
“Isso tudo levou o juízo a uma interpretação errônea do caso, imaginando que a vitima e a mãe estava naquele estado devido o trauma do acontecido, já que segundo testemunhas que estavam do lado de fora da sala de audiência afirmaram que as mesmas entraram chorando e saíram sorrindo, demonstrando assim toda falsidade e arte em sua performa”, desmascara o professor.
Depoimentos dos Professores e Diretora da Escola não foram levados em conta
Na página 4 da carta de Rilton enviada a este repórter ele diz que os depoimentos dos Professores, Diretora da Escola, Borracheiro e Ambulantes afirmando que o mesmo encontrava – se na escola na hora suposta dos fatos não foram considerados pela Comarca de Senador Guiomard.
“Vale ressaltar que os relatos feitos pelos professores da escola que se dispusera a falar somente a verdade juntamente com a Diretora talvez tenham sidos considerados falsos, uma vez que o juízo considerou apenas os relatos da vitima e de suas testemunhas que são parentes da mesma”,argumenta o Professor Rilton.
“Mesmo os depoimentos da Diretora, professores, ambulantes e borracheiros confirmam que eu estava na escola no horário citado pela vitima, além do mecânico que confirmou minha passagem para concertar a moto não foram suficientes para tira da cabeça da Juíza a comoção sentida, ao ver o choro e drama da mãe e da vitima, e durante as audiências demonstrar uma pré – sentença, mesmo antes de analisar direito os fatos. Sendo que a mesma não perguntou onde eu estava no horário, não me interrogava, apenas perguntou se era verdade o fato”, comenta Rilton.
Na folha de número 6 o Professor confirma que a Justiça foi falha ao ouvir parentes ligados a vitima é o caso de uma irmã e o marido da mesma que deram depoimento contra o matemático, além de aborda a fragilidade social do grupo familiar que era conhecido no Conselho Tutelar da Cidade com várias passagens de problemas relacionados aos filhos.
“... E sim deu ouvida a voz de pessoas da mesma família, que tem conduta duvidosa, a mãe tem várias passagens pelo Conselho Tutelar com problemas com suas filhas, sendo uma delas a testemunha de acusação juntamente com seu esposo que também foi acusar – me e possui inúmeras passagens pela policia por má conduta na sociedade...”destaca Rilton.
Professor aborda contraste social
Na folha de número 7 da Carta ele diz que isso não prova nada mais que existe um contraste social que deveria ser investigado com maior delicadeza e prudência já que o acusado levava uma vida exemplar comprovado pela sociedade e família da vitima leva uma totalmente ao contrário com passagens nos órgãos Sociais como, por exemplo, o Conselho Tutelar e Delegacia.
Rilton diz que justiça não levou em conta resultado do exame
Na folha de número 8 da Carta o professor Rilton aborda que a Justiça não respeitou o resultado do exame de conjunção carnal que deu negativo.
“Porém a justiça não levou em conta o resultado do exame dando negativo, e as testemunhas de defesa confirmando toda minha rotina naquele dia, o fato de julgar sem investigar, apenas ouvindo teve mais força na cabeça da Juíza naquele dia.
Um desabafo
Após concluir a página Rilton entra fundo na sua vida e diz que acabaram com sua vida e a de sua família, e que a justiça deveria ser mais prudente antes de promover uma sentença.
... É muito fácil destruir a vida de uma pessoa e toda sua família, basta apenas escolher a vitima, tramar, denunciar com compassas, pois mesmo que todos os resultados periciais (exames) darem negativos e o acusado apresentar testemunhas de caráter digno na sociedade, a justiça dará ouvidos a palavra das vitima, pois não irar investigar e nem apurar os fatos, apenas crer na palavra dos mesmos, pois é costume considerarem todo acusado como um monstro que causa perigo para a sociedade. Uma vez que não levam em conta as armações com intenção de lucro, e deixa bem à tona na sociedade um meio ilegal que muitos poderão usar com intuito de se dar bem à custa de inocentes...” desabafa Rilton em um dos momentos mais comoventes do texto.
Na carta Rilton detalha sua rotina durante o dia que a vitima o acusou
Na Carta entregue a reportagem do Portal Quinari o professor Rilton usa as páginas de 10 á 13 para descrever sua rotina durante o dia na qual a vitima afirma ter acontecido os fatos.
Pela manhã segundo o professor ele deu aulas na escola Brigadeiro normalmente, e a tarde voltou a instituição de ensino para ministrar aulas de reforço para alunos e que conversou com uma professora novata na instituição de ensino por mais de 50 minutos até sair da escola.
Rilton diz que após ter saído da escola pela parte da tarde foi na em casa tirou a farda da escola e deslocou – se para uma borracharia para concertar o farol da moto para ministrar aulas na Escola Boa União a noite.
Voltou em casa após e deslocou – se para a escola, antes parou na Lanchonete do Japonês e lanchou e até encontrou – se com dois alunos da escola.
O momento da prisão
Ainda na Página 13 da carta Rilton conta que lecionava normalmente na escola Boa União quando uma equipe comandada pelo Policial Civil Zé Araújo chegaram e efetuaram a prisão.
“... O Zé Araújo era o responsável por essa prisão, no entanto os mesmos realizaram de forma ilegal, não apresentaram nenhum mandado de prisão, constrangeram os alunos e não deixaram se quer eu arrumar o material. Ao chegar à Delegacia o Policial Zé Araújo não deixou se quer eu usufruir do meu direito de da um telefonema, além do mais preparou toda papelada de forma mais rápida possível para me deslocar para a penitenciário, pois não me deu sequer tempo de me defender, ou seja, apresentar um advogado”, desabafa o acusado.
“Todos estranharam a rapidez que encaminhado ao complexo penitenciário. Existe uma história que pode explicar a rapidez da prisão ilegal que o tempo vai mostrar,” levanta dúvidas Rilton sobre a sua prisão.
“A postura suspeita de pessoas envolvidas no caso e na prisão comprova com todas as letras de terceiros nesse caso, já que se comenta o arrependimento da mãe da vitima que tem falado para pessoas mais intimas que cometeu uma injustiça”, comenta Rilton.
Rilton faz conclusão sobre o caso
Concluindo a carta enviada nas páginas 17, 18 e 19 a nossa redação pelo Professor Rilton Araújo através da sua família o mesmo destaca os principais motivos que podem ter levado a vitima a promover a acusação.
Pontos abordados pelo Professor Rilton foram:
Primeiro: “Trata-se da paixão eloqüente da vitima por mim declarada em audiência pela mesma, onde imaginando que cometendo tal ato eu não ficaria com ela, ou até mesmo imaginar o seguinte: se ele não for meu não será de ninguém”.
“Eu nunca pecebir essa paixão declarada, pois tratava todos com respeito e sequer tirava brincadeiras que leve a tal pensamento, pois sempre demonstrei profissionalismo e amor pela minha família”.
Segundo: “Armação da família com a intenção de ganhar dinheiro, uma vez que sou professor, pois talvez a família já tenha lucrado com situações como essas”.
Terceiro: “Pode ocorrer ainda o fato da vitima ter um namorado escondido de sua mãe e ao notar que foi vista com o mesmo pelas testemunhas a vitima pressionada por sua mãe acusou – me imaginando que ela não ia fazer nada por se tratar de um professor conhecido e bem visto na sociedade e na escola”.
Quarto: “A família pode ter sido influenciada por terceiros, com a intenção de ganhar dinheiro ou apenas prejudicar com o intuito de atingir – me juntamente com a minha família”.
Após relatar as hipóteses segue o conteúdo final e integral escrito pelo professor Rilton Araújo Silva:
“Todas essas hipóteses são muito contundente, pois além das testemunhas confirmarem toda minha rotina do dia, ainda tem o exame realizado que apresentou resultado negativo, o que prova ainda mais que a injustiça cometida contra minha pessoa deixando bem claro o ditado popular que diz que a justiça é cega”.
“No entanto, não pode um inocente cobrir o erro cometido por uma justiça que não julga, apenas houve, e pagar por uma pena que a mãe juntamente com a vitima vem dizendo que erraram. Gostaria muito que a palavra justiça fosse realmente justiça”.
Fonte: Portal Quinari
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