Agosto ainda terá tempo seco e friagens, setembro trará fortes tempestades

A transição do período seco para o chuvoso, prevista para os próximos três meses (agosto, setembro e outubro) no Mato Grosso, Acre e Rondônia deve acontecer dentro da normalidade, revela a Divisão de Meteorologia do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) em Porto Velho. Apesar das chuvas terem se prolongado esse ano, causando registros acima da média até o início de junho, o mesmo não acontecerá com a seca, que chega ao fim em setembro, conforme esperado.


A previsão tranquiliza órgãos públicos que se preocupavam com a possibilidade de um atraso das chuvas causar redução drástica no nível do rio Madeira (em Rondônia), como em 2005, por exemplo. Por outro lado, pode trazer dor de cabeça para os agricultores, já que os meteorologistas indicam que as chuvas podem ficar acima da média em algumas localidades, inclusive com a ocorrência de fortes temporais. Nessa época, o aumento do fluxo de umidade da Amazônia em direção à região sul, somado ao calor, sempre causa tempestades (com raios, fortes ventos e chuvas intensas). A diferença é que elas serão intensificadas e mais frequentes esse ano devido ao fenômeno El Niño.


“Estamos saindo de um La Niña, quando as águas do Oceano Pacífico estão mais frias, e entrando em um El Niño, quando as águas aquecem, em um curto espaço de tempo, de 2 a 3 meses apenas. Esta situação (ir de um La Niña para um El Niño em poucos meses) ocorreu raríssimas vezes e, por isso, há poucas pesquisas indicando qual será a consequência em nosso clima”, explica Luiz Alves, meteorologista. Quanto à temperatura, os termômetros poderão ficar ligeiramente acima do normal no período.



Friagens


Normalmente causadas pelo avanço de massas polares do sul em direção ao norte, friagens como a registrada no último final de semana ainda poderão voltar a acontecer até agosto. Para os próximos dias, há previsão de que uma nova massa polar atinja o sul do Mato Grosso, o sul e o oeste de Rondônia e o leste e sul do Acre. No entanto, a massa polar chegará fraca e, por isso, o fenômeno não chegará a ser sentido no restante desses estados.
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