Líder do Governo do Acre diz que Jordão não quer chuchu

Moisés diz que reportagem do Fantástico é "uma peça de mau gosto, desinformada e mentirosa"
A frase é do deputado Moisés Diniz (PCdoB), líder do governo na Assembléia Legislativa, ao tentar justificar a falta de ação em infraestrutura e de programas sociais do Governo do Acre que culminaram com uma ampla reportagem no programa dominical da Rede Globo. A matéria repercutia a classificação de Jordão na penúltima colocação do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da ONU enfatizando seu alto custo de vida e o fato de lá não existir chuchu. Em uma crônica de sua autoria, Moisés Diniz disse que "Jordão come mandioca cozida, cuscuz de milho, banana, mamão, goiaba e bebe caldo de cana. Só não come chuchu."O comunista classificou a reportagem como uma "peça de mau gosto, desinformada, mentirosa, antiamazônica, antiflorestal e anti-indígena". Moisés lembra que o Brasil tem 12 milhões de favelados e 1,8 milhões de moradores de rua. "Em Jordão não tem nenhum".O líder do Governo mostrou estatísticas sobre a violência no trânsito, o tráfico de drogas e a taxa de homicídios nos grandes centros urbanos e sugere que o Brasil rico fixe por lá as suas câmeras. Em Jordão, compara Moisés, as crianças brincam nas ruas sem o perigo dos carros mortais e traficantes e sem a necessidade das creches. "Comem banana no lugar do chuchu, tomam banho de cuia nos seus humildes banheiros, pois em toda casa há água potável".O deputado lembra que o IDH de Jordão há dez anos era de 0,119 e hoje saltou para 0,425. "Já imaginou se a Frente Popular não ganha o governo?", questiona. Moisés critica o método utilizado para apurar o IDH por não levar em conta as mazelas das grandes cidades e ignorar os indicadores sustentáveis de ar limpo, grandes áreas verdes, ausência de guerras sem vencedores no trânsito, poluição quase zero e baixíssimos índices de homicídios. "Dá um IDH alto para um município desde que 40% de sua população tenha alta escolaridade, morra mais tarde e tenha uma alta renda, não importando que os outros 60% vivam na mais absoluta miséria".
Fonte: AC24horas
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